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Baile de Fandango com Seu Leonildo Pereira e convidados

Baile de Fandango com Seu Leonildo Pereira e convidados

Amanhece!

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por | 30/05/2014 · 10:09

Banda Mirim volta a Curitiba com o espetáculo O Menino Tereza

Banda Mirim volta a Curitiba com o espetáculo O Menino Tereza

O Menino Tereza: de 6 a 8 de junho de 2014 em Curitiba, com as atrizes Cláudia Missura e Tata Fernandes, imperdível!

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por | 20/05/2014 · 8:18

Ponto br no Cultura na Rua

Dia 26 de outubro o grupo Ponto br estará novamente em Curitiba com um lindo show na Boca Maldita, integrando a programação do projeto Cultura na Rua. Além do show, haverá oficinas de caixa do divino, rabeca e bumba boi com os integrantes do grupo. E o melhor: toda a programação inteiramente gratuita!!

Para ouvir e saber mais sobre o grupo acesse www.ponto.mus.br

Inscrições oficinas: contato7@ponto.mus.br

Abraços e até lá!

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             Fotografias: Miriane Figueira

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Musical Felizardo, da Banda Mirim de SP, estará na Caixa Cultural de Curitiba

Musical Felizardo, da Banda Mirim de SP, estará na Caixa Cultural de Curitiba

Sucesso de público na capital paulista, há mais de 9 anos em cartaz, o musical Felizardo, do grupo Banda Mirim (SP) coloca em cena teatro, música e circo para contar a história de Aurora, uma menina de seis anos, e de seu amigo imaginário Felizardo. Juntos, eles partem para uma aventura no reino da natureza e do folclore.O espetáculo recebeu em 2005 o prêmio de melhor espetáculo musical da Associação Paulista de Críticos de Arte e melhor trilha original no Prêmio Femsa de Teatro Infantil.
Felizardo tem texto e direção de Marcelo Romagnoli e músicas de Tata Fernandes, sendo que algumas feitas em parceria com Zeca Baleiro e outras da cantora e compositora Nô Stopa.

Além das apresentações será feita uma oficina gratuita, “Aprendendo a Ouvir”, para crianças a partir de seis anos (ver Box). O musical integra o edital de ocupação dos espaços da Caixa Cultural.

Data: 06 e 07 de julho de 2013 (sábado e domingo)
Hora: sábado (6) às 18h; domingo (7) às 15h e 18 hrs
ingressos a R$ 10,00 e R$ 5,00
Oficina gratuita dia: 06 de junho das 14h as 15h30

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por | 27/06/2013 · 11:42

Para dar o play!

Começando o ano de cara nova o grupo Molungo, composto por Caio Guimarães nas percussões; Cauê Menandro na voz, violão e percussão; Carlito Birolli no violão, percussão e voz; Guilherme Handa no cavaco, baixo, percussão e voz e Luis Piazzetta no violão, guitarra, voz e percussão, lança seu video-release para quem não conhece, entender um pouco da proposta e do processo de trabalho do grupo.

Confiram aqui, curtam a página no grupo e fiquem ligados na agenda da Fuá que o Molungo está preparando muita coisa boa para vocês!

 

página: http://www.facebook.com/Molungo

contato: molungo.producao@gmail.com

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Festival de Cultura 2010 – 5 anos de arte livre

Festival de Cultura 5 anos: unidade em movimento

Edição comemorativa de 5 anos do Festival de Cultura ocorrerá entre 26 e 28 de novembro

Com o objetivo de fortalecer os laços da cultura alternativa e popular, o Festival de Cultura 5 anos reúne ativistas, artistas e comunidade nos dias 26, 27 e 28 de novembro em Curitiba. Serão três dias de oficinas, rodas de conversa, apresentações e improvisos na praça Santos Andrade (26 e 27), encerrando com a festa Fora da Casinha no domingo (28).

Neste ano o Festival de Cultura traz o tema Unidade em Movimento, com a proposta de promover a reflexão sobre os motivos que unem os agentes da cultura popular e alternativa e integrar suas perspectivas e ações. A concentração da abertura oficial será na Boca Maldita às 17h, seguida de cortejo de maracatu até a praça Santos Andrade, onde acontece o show da banda Juruá às 20h.

No sábado as atividades se concentram na praça Santos Andrade, a partir das 9h. Haverá oficinas  de alimentação vital, yoga, dança e de comunidades tradicionais, além de rodas de conversa, shows e apresentações de grupos folclóricos. À noite a programação na praça é voltada para a cultura latino-americana, seguida de festa na Juruhouse com DJs e bandas.

No domingo (28), a partir das 14h, a Festa Fora da Casinha encerra o Festival de Cultura com feira de trocas, oficinas e apresentações artísticas.

Todas as atividades na praça Santos Andrade serão gratuitas.

 

Estruturas de bambu

A estrutura na Santos Andrade será composta por bioconstruções. Nesse processo, são utilizados materiais que não agridem o ambiente, causando o mínimo de impacto. Serão vinte tendas conectadas entre si num grande círculo ao redor do chafariz. Além destas, haverá outras quatro bioconstruções distribuídas pela praça.

Essa maneira de edificar propõe repensar o modelo de relações dos indivíduos entre si e com seu meio, substituindo o quadrado pela forma circular, o que remete ao diálogo, à colaboratividade e à espiritualidade. É a materialização do objetivo do Festival: integrar as diferentes atividades e culturas, favorecendo uma experiência diversa de relação com o espaço.


Comunicação Compartilhada

Com arquivos de áudio, vídeo, fotografia e texto, o público é convidado a participar da cobertura do Festival de Cultura e sentir-se, efetivamente, parte dele – a exemplo do que aconteceu na edição anterior. Além de contar com facilitadores e sala de conexão à internet no prédio histórico da UFPR, serão distribuídos cartões com usuário e senha de repórter para o blog.

O blog da Comunicação Compartilhada – http://cc.nosdarede.org.br/, que integra o portal Nós da Rede, dedicado aos pontos de cultura do Paraná, é o resultado de uma estrutura e de práticas de produção de conteúdo em que qualquer cidadão pode participar interpretando e informando sobre as apresentações, temáticas e bastidores do evento. Um laboratório de comunicação livre e de exercício da cidadania.

As inscrições para a Comunicação Compartilhada e para as oficinas podem ser feitas no site do Festival: http://festivaldecultura.art.br.


Da universidade à praça pública

O evento surgiu em 2006 na universidade – era o Festival da Cultura da UFPR. A iniciativa reuniu Diretório e Centros Acadêmicos e entusiastas da cultura alternativa. Em 2009, o Festival ultrapassou os muros da universidade e ocupou espaços públicos no centro de Curitiba, mantendo os participantes dos outros anos e agregando Pontos de Cultura paranaenses.

O Festival de Cultura proporciona o encontro dos mais diversos grupos culturais para ação coletiva em torno da realização de um evento diferente – um festival que valoriza a diversidade e busca consolidar o diálogo entre as mais diversas linguagens artísticas, estilos e estéticas.

 

Programação do Festival de Cultura 5 anos

Dia 26.11 – Sexta-feira
– 14h – Praça Santos Andrade – shows com O mago e o chapéu e Urbit.
– 17h – Boca Maldita – Ritual Cura do Planeta com cortejo de maracatu até a Praça Santos Andrade.
– 20h – Praça Santos Andrade – show com banda Juruá.

Dia 27.11 – Sábado – Praça Santos Andrade

– 9h – Café da manhã* com Mandala: vivência do Calendário da Paz

  • colabore com o café da manhã levando alimentos para compartilhar
    – 10h – Oficinas
    – 12h – Shows com Betina, Duo Sinéria e Bambuzeiro
    – 14h – Oficinas, rodas de conversa e mostra de cinema e vídeo
    – 17h – Shows com Quando Triska Sai Faíska e Viento Sur
    – 19h – Cinema, Vídeo e América Latina: Relações de Fronteiras por uma Cultura de Paz

22h30 – Festa na Juruhouse  – shows com Coletivo Aquarium, Tambor de Ideias, O Conto, Break the Jazz, Doctor Dreams e porão eletrônico.

Endereço: Rua Dep. João Ferreira Neto, 405 – Vista Alegre

Entrada: R$ 5,00


Dia 28.11 – Domingo
– 14h – Festa Fora da Casinha – Apresentações artísticas, bazar, feira de trocas, oficinas e shows com João do Rio, Coletivo Aquarium e Orobó Beat.
Endereço: Rua São Sebastião, 786 – Próximo ao MON
Entrada: R$ 5,00

Contatos:

Soylocoporti
Michele Torinelli

(41) 92289478

michele@soylocoporti.org.br

Tertúlia Produções Culturais
Rosângela Araújo
(41) 8866-2941
ninaaraujo@gmail.com

Velatropa Bioconstruções
Marcos Vinícius
(41) 8851-0480
marcospichel@hotmail.com

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Oficina – Sala de Coco com Alessandra Leão e Guga Santos

No dia 02 de outubro Curitiba recebe Alessandra Leão e Guga Santos, artistas de pernambuco para realização da oficina SALA DE COCO – COCO DE RODA DE PERNAMBUCO!

Abaixo algumas informações sobre a oficina e os artistas! Não percam!

data: 02 de outubro (sábado)

horário: das 09h as 12h e das 14h as 17h

Local: Sociedade 13 de Maio: R. Clotário Portugal, 274

info:41- 8806-4857 (Analice) inscrições: producaoy@gmail.com


SALA DE COCO – COCO DE RODA DE PERNAMBUCO!

Oficina de percussão, canto e dança com contextualização histórica realizada pela cantora, compositora e
percussionista Alessandra Leão e o percussionista, compositor e professor Guga Santos. As aulas são ministradas
com base na vivência com os mestres do samba de coco abordando a filosofia dos folguedos populares como forma
de autoconhecimento, educação, terapia e diversão. A Sala de Coco se formou partindo do princípio de que se
precisa do coletivo para que tudo aconteça. São 06 horas de oficina e festa, ou seja, a Sala de coco propriamente
dita.
A aula inicia com uma breve conversa sobre a história do brinquedo, traçando um paralelo com os dias atuais, então
se integra o ritmo com o trupé e palmas. Em seguida os instrumentos percussivos, o canto e por último e não menos
importante o “repente” onde se utiliza o improviso, o raciocínio rápido para se ter a melhor resolução dos problemas
da vida. Esses momentos são intercalados com a audição de cocos tradicionais de diversos períodos e Regiões.
 
Percussionista, compositora e cantora.
Participou da fundação do grupo Comadre Fulozinha , sendo esse seu primeiro trabalho profissional. Nesses 12 anos atuando
mercado musical, teve o privilégio de trabalhar ao lado de músicos como Antônio Carlos Nóbrega, Siba, Silvério Pessoa, Zé
Neguinho do Coco, entre outros…
Desde 2004, idealizou e coordena o projeto coletivo Folia de Santo, que se propõe a compor músicas baseadas nas tradições
ligadas ao “catolicismo popular”. O CD homônimo foi lançado em dezembro de 2008, durante as gravações do DVD homônimo.
Em 2006, Alessandra deu início ao seu trabalho autoral, com o elogiado Brinquedo de Tambor. Produzido e arranjado em parceria
com o violeiro, compositor e arranjador Caçapa. O CD “Brinquedo de Tambor” entrou para a lista dos 10 melhores discos de 2006
do Prêmio Urirapuru, da revista gaúcha “O Dilúvio”; e em janeiro de 2008 teve duas músicas recomendadas no playlist do músico
americano David Byrne.
Em 2007, foi uma das selecionadas no Programa Rumos Itaú Cultural , na cartilha Mapeamento.
Participa do Admiral Recife , fundado a convite do projeto Era Iluminada – Mangue Beat (Sesc Pompéia -SP), ao lado de nomes
como Jorge Du Peixe, Siba, Dengue, Canibal, Júnio Barreto, Lia de Itamaracá, entre outros. Em 2009, foi convidada para
participar do Festival Carnaval de Las Artes, em Barranquilla, Colômbia.
Dois Cordões, o segundo CD solo, foi produzido com patrocínio da Petrobras através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a
apartir da seleção no Programa Petrobrás Cultura, e dá continuidade à parceria com Caçapa. O seu lançamento está previsto
para outubro de 2009 em quatro capitais do Nordeste – São Luiz, Fortaleza, Salvador e Recife.
 
Percussionista, compositor, professor de percussão e cantor.
Iniciou seus estudos em percussão no Maracatu Rural Piaba de Ouro – Folgazão e artesão Mestre Salustiano e na Fundação
Casa das Crianças de Olinda – Curso de Dança e Ritmos Populares, participou do Maracatu Criança Olindense e do Grupo
Capoeira Angola Mãe.
Ministrou oficinas de percussão brasileira (com ênfase nos rítimos nordestinos): Espace Musical Cantonal et Melódica –
Association dês parents et professeurs (Macôt-La Plagne, França – 2008), Espace pour l’Enseignement Musical des Dorons
(Moûtiers, França – 2008) Espaço Musical d’Aime (Aime, França – 2008), Semana da Consciência Negra, Lion – França – 2008,
Programa Ruas e Praças (Recife, 2007), Centro de Educação e Reabilitação Anjo da Guarda – para crianças, adolescentes,
adulto e idosos portadores de deficiência física e mental (Paulista-PE),Oratório Dom Helder Câmara – Comunidade de San Pólo
D’enza Reggio Emilia (Itália, 2005).
Participou dos CDs: Dois Cordões – Alessandra Leão (2009), Forró Quarteto Olinda (2009), Minha Loa – Nana Vasconcelos
(2002), Shalom Brasil (2008), Coquistas de Olinda contra a violência (2007), Jornal da Palmeira – Erasto Vasconcelos (2005),
Mestre Salustiano e o Sonho da Rabeca (1998). E dos DVDs: Alessandra Leão – Brinquedo de Tambor, ITAÚ Cultural – São
Paulo, SP (2008), Renata Rosa – Zunido da Mata, ITAÚ Cultural – São Paulo, SP (2005).
Integrou as equipes dos grupos e artistas: Maracatu Rural Piaba de Ouro, Mestre Salustiano e o Sonho da Rabeca, Erasto
Vasconcelos e a Nau Catarineta, Renata Rosa e o Zunido da Mata, Alessandra Leão, Dona Cila do Coco. Atualmente, participa
das seguintes atividades: Grupo Forró Quarteto Olinda, Banda Shalom Brasil, banda que acompanha a cantora Alessandra Leão,
O Tronco da Jurema, banda que acompanha Mestre Galo Preto, acompanha do cantor e compositor Zé Brown

Foto: Beto Figueiro

GUGA SANTOS

Foto: Beto Figueiro

ALESSANDRA LEÃO

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Conheça o trabalho de Alessandra Leão

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Entrevista com Renata Rosa por Lucas Cabaña no Terreirão do Mundaréu

Foto Lucas Cabaña

Na quarta-feira dia 25/10, nosso amigo jornalista Lucas Cabaña  foi ao Terreirão do Mundaréu e um pouco antes de iniciarmos a oficina, sentou com Renata embaixo das árvores e, iluminados pela luz do entardecer, conversaram por um bom tempo.

Abaixo o texto integral postado por ele no sitio curitibacultura.com.br:

A música brasileira ultrapassa o raio da impossibilidade sonora. A cantora Renata Rosa, radicada na ensolarada Olinda-PE, é prova dessa sinuosa percepção das raízes musicais. Em um encontro no Espaço do Grupo Mundaréu, Renata chega com seu sorriso radiante, e já com o pedido de desculpas pelo atraso. Mas, detalhe esse que não interfere em nada, pelo contrário. Instiga a sede em saber e explorar o que essa rabequeira de mão cheia tem a revelar. Consagrada fora do Brasil, Renata dispensa formalidades.

Nesta entrevista exclusiva ao Curitiba Cultura, Renata (transposta em) Rosa, vai além de uma simples naturalidade despretensiosa em seu jeito sussurrar de falar, e conta devotamente como Seu Luís Paixão foi essencial em sua carreira. “Manto dos Sonhos” é o seu segundo trabalho. O lançamento em Curitiba será nesta noite, que além de se ter a sua bela voz ao ecoar pelas ruelas curitibanas, a Lua Cheia, será um detalhe a parte diante dessa harmoniosa coincidência.

Curitiba Cultura: Então, eu achei bem bacana esse trabalho do Cd. De quem é a concepção, pois achei muito linda a capa, até o próprio cartaz um trabalho tão…

Renata Rosa: Então, a arte é da Luciana Fachini. Ela é designer gráfica. Trabalhou oito anos na Cosac e já fez várias coisas. Ganhou o prêmio TIM pelo disco do Siba, o último dele. Bom, a gente é amiga da faculdade…

CC: Bons tempos?

RR: Bons tempos, uma das minhas melhores amigas, das poucas que eu tenho até hoje assim. Ela acompanha o meu processo dentro da música, dentro da música tradicional, dentro da relação com as artes plásticas. Então, a gente se entendeu muito bem. A ideia do nome do disco “Manto dos Sonhos”, né? Eu estava vindo de uma experiência do sertão. Eu moro em Olinda que é litoral, mas eu tinha passado quatro meses no sertão fazendo uma minissérie, a ´´Pedra do Reino“. E tinha ficado muito exposta àquela luz maravilhosa do sertão, aquela coisa agreste, alaranjado ouro. E uma vez pesquisando livros na livraria eu descobri o Turner, William Turner, aquele pintor inglês que trabalha muito com essas luzes e como a paisagem vai se esfumaçando. Esse é um caminho pro “Manto dos Sonhos”. Quando eu voltei de uma turnê, a gente se encontrou para falar do disco. Uma das pessoas que nos dará a mão será Willian Turner, vamos pegar na mão dele. Ela trabalhou muito com imagens dos lugares que eu frequento. Desde a Aldeia Pankararu Kayas, que são aquelas figuras de palha até o chão, as crianças na aldeia, que é um dos lugares que eu frequento muito. E também uma grande escola de canto. Tem um terreiro de Umabanda da Dona Mira, uma das primeiras imagens, a paisagem da Zona da Mata Norte, que também tem uma luz própria, que é onde eu brinco Maracatu, Cavalo Marinho. A gente foi pra lá pegar um daqueles pores-do-sol sensacionais ‘tem que ser aquela luz da Zona da Mata, então vamos’. Lá a gente fez uma boa parte das fotos e trabalhamos com esses elementos.

CC: Você falou da Umbanda. O teu trabalho é extremamente plural, uma coisa que eu acho bacana nessa tua pesquisa musical, você vai à fundo. Como você trabalha esse seu lado de pesquisa, você deixa fluir naturalmente, ou não. Pára e vai lá e estuda?

RR: Não, absolutamente não páro e vou lá e estudo. A pesquisa às vezes dá a impressão de ser uma coisa. O objeto de estudo e o objeto pesquisado. E na verdade não é muito isso que acontece. Existem alguns lugares que eu frequento há muito tempo, onde eu tenho uma relação muito forte com essas pessoas. E eu acabei entrando muito nessa vida, tomando parte dessa vida e sendo parte dela e ela de mim. Entre outras coisas que têm alí, existe a música que é um dado visível. Então tem a Aldeia kariri de Xocó, que tenho amigos que cantam comigo. Os coros são eles que fazem. Alguns cantos são a mais de uma voz quando a gente faz junto. São amigos meus índios da Aldeia kariri de Xocó, que é um outro lugar que eu vou muito e uma grande escola pra mim também. Fui pra lá, um dos pincipais lugares que eu aprendi a cantar e que me influenciou bastante a escolher a música como profissão. A Umbanda, eu gosto muito, frequento várias festas. Então eu acho que esses elementos, eles estão muito na vivência. Eu toco Cavalo Marinho, sou rabequeira, fui em parte criada pelo Bill, Seu Luis – que são Folgazões de Cavalo Marinho. Me levaram para o Cavalo Marinho. Sempre quis tocar rabeca. Comecei a aprender tocar a rabeca com o Seu Luis. Ele melevou pro Cavalo Marinho. Cheguei no Cavalo Marinho para tocar depois de já muito tempo na casa do Seu Luis tocando com ele. É uma relação de vida. Não é aquela coisa, ‘vou lá pesquisar o Cavalo Marinho’. Aí também a Ciranda, porque a gente brinca de Ciranda a noite, saí todo mundo pra brincar. E isso tem influência também, porque você esta acostumado com aquela forma musical. Vou fazer uma ciranda…

CC: Que é uma delícia!

RR: É. Então os elementos vão se mesclando dentro de você. Você vai criando um caldeirão. E também tudo que eu ouço, tudo que eu gosto, acaba me influenciando. Sempre escutei muita musica clássica, música do mundo, música do norte da África, música Árabe, música Cigana. São coisas que sempre ouvi muito. E se você for ver, elas usam… A gente tem muita música da Mata, melodia com escalas que são muito parecidas com a música do leste europeu. Existe uma relação sonora, da estética histórica, se você for pensar nessas migrações todas. Mas não que eu parta desse princípio pra fazer minhas músicas. Eu acho que é uma coisa muito mais intuitiva, aí você começa a procurar, a descobrir outras maneiras de explicar aquilo que você sente. E não o contrário, partir de uma ideia…

CC: Estabelecida?

RR: É! Eu acho que o trabalho tem muito essa dinâmica.

CC: Você falou da rabeca, como foi o seu primeiro contato?

RR: Olha, eu sempre adorei instrumento de arco, mas estudava piano. Um menino na época da faculdade, ele tinha feito um violoncelo de cabaça pra ele, e me agradava muito aquela soronidade mais áspera. E tinha pedido pra ele fazer um pra mim. A gente saiu, comprou as cabaças, aí ele me enrolou e nunca fez. E de qualquer maneira ia ser difícil cantar e tocar violoncelo. Aí eu conheci o Seu Luis, um rabequeiro incrível. Conheci ele em São Paulo. Na época ele tinha ido fazer um festival. Ele é um rabequeiro da Zona da Mata. E falei que queria aprender a rabeca e tal e ele falou ‘vá la na minha casa, passe lá no Engenho do Grijó’. E eu fui. Nesse tempo meu irmão tinha me pedido uma rabeca e eu fui comprar e tinha uma rabeca pronta e comprei pra mim. Foi assim, de maneira causal. Gostava muito da maneira como o Seu Luís tocava. Não existe uma escola de rabeca, existem muitas escolas de rabeca, mas rabeca ensinada em sala de aula. Tem rabeca em vários luagares. No Brasil, na Península Ibérica, na América Latina. Mas em cada lugar ela esta relacionada, desde a sua forma até à sua técnica de tocar, sua afinação, quantidade de cordas, à tradição local. Então cada rabequeiro é uma escola, cada família é uma escola. E eu fui atrás da Escola de Seu Luis. Durante muitos anos eu passei longos períodos com ele. E aí, a partir de um certo tempo, ele me chamou pra tocar com ele no Cavalo Marinho.

CC: E como foi o seu contato, como você e o Antonio Pinto se conheceram?

RR: A, o Antonio Pinto. Engraçado, porque quando a gente foi fazer o trabalho a gente depois lembrou que já se conhecia, porque tínhamos tido amigos em comum. E a gente já tinha se conhecido em festas, a gente era amigo do pessoal do Mestre Ambrósio, do Siba. Através do Siba que a gente havia se encontrado, em 99, 2000, 98, alguma coisa assim, dez anos depois. Eu já tinha feito as gravações. Inclusive o Siba tinha produzido as gravções comigo em Recife e eu procurava alguém que trouxesse para o “Manto dos Sonhos” outros elementos. Por exemplo, que trouxesse um outro olhar para o “Manto dos Sonhos”, da suavidade, das ações aciganadas, dos quartetos de corda, das fanfarras. Eu tinha ouvido as últimas coisas que o Antonio tinha feito, e eu tinha gostado. Ele tem o mesmo… A sim, foram vários caminhos que nos aproximaram (risadas). Sou muito amiga do Beto Villares A gente já fez algumas coisas juntos. Que é também o produtor musical que trabalha com o Antonio. Inclusive, o Beto ia inicialmente produzir meu disco, mas nossas agendas não bateram mais depois que eu adiei a produção do disco pra fazer ´´A Pedar do Reino“, do Luís Fernando Carvalho. E quando eu voltei, choque de agendas. Então, já tinha visto muita coisa do Antonio, e a gente foi reapresentado, pela terceira vez, por uma fada madrinha que nós temos em comum, a Dra. Dulce. Que é uma grande amiga da família dele, amiga dele, grande amiga da minha família, minha amiga, que conhece a gente desde de pequeno. E ela falou assim ‘tem esses dois artistas, eu preciso colocar eles em contato, né? Vi os dois crescerem’. E na época eu estava procurando um produtor para o “Manto dos Sonhos”, pra mixagem e para as gravações extras. Porque as primeiras gravações eu fiz coma minha banda, com os índios. Que são os dados conhecidos, é aquilo que eu faço sempre, é a minha banda, são os meus migos com quem eu canto há vinte anos, a gente se conhece bem. Aquilo eu podia digerir e dirigir bem. Mais alguns outros elementos, que eu queria trazer para o trabalho eu senti a necessidade de alguém que tivesse mais propriedade. Por exemplo, os arranjos para o quarteto de cordas, e também um outro ouvido que não tá tão dentro como o meu. Um ouvido de fora pra trazer novas luzes. Ai, ele adorou o material, a gente se encontrou informalmente. Na verdade era informalmente pra mim, mas eu sabia que eles estavam conversando sobre isso, ele e a Dra. Dulce… A Dulce. Dra. porque ela é advogada e a gente brinca com ela: Dra Dulce. Ele ouviu, adorou, falou assim ‘vamos fazer’ eu ‘nossa meu Deus, (risadas), que ótimo, vamos’. Aí eu precisei me adaptar ao cronograma dele, e aí a gente começou. Outa pessoa muito importante nesse processo foi o Gustavo Lenza que é engenheiro de som e que também foi fundamental nas mixagens e trouxe um conceito final da obra.

Por Lucas Cabaña (@LucasCabana)

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Renata Rosa se apresenta no teatro da Caixa em Curitiba

Gente acabaram as vagas para a oficina…

Mas não chorem, pois teremos a oportunidade de ver o seu show “Manto dos Sonhos”  no teatro da caixa;

E corram, por que o teatro é pequenininho e os ingressos acabam muito rápido;
Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro – Curitiba
Data: de 27 a 29 de agosto 
Ingressos: R$10 e R$5 (meia – conforme legislação e clientes CAIXA) e 20% de desconto para o Clube do Assinante Gazeta do Povo
Bilheteria: (41) 2118-5111

Logo postaremos fotos da oficina!

Até Logo

Isa

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