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Noite de Rabeca em Curitiba

 

 

 

ImagemImagemA noite de sábado (04/05/2013) foi de Rabeca em Curitiba. Maciel Salu, Luis Paixão, Renata Rosa e Claúdio Rabeca envolveram o público no som de suas rabecas, acompanhados pelos músicos Hugo Linns, Rodrigo Samico, Gilu Amaral e Guga Amorim. Foi uma linda noite, em que o público curitibano pode conhecer um pouco mais sobre a Rabeca e a música Pernambucana.

Fotos: Miriane Figueira

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Caravana Rabequeiros de Pernambuco

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 Caravana Rabequeiros de Pernambuco desemboca em turnê nacional

Juntos, Cláudio Rabeca, Maciel Salu, Renata Rosa e Mestre Luiz Paixão percorrem oito capitais

Quatro dos mais ativos solistas da rabeca do País reúnem-se pela primeira vez e apresentam o espetáculo Caravana Rabequeiros de Pernambuco numa turnê nacional. No palco, Cláudio Rabeca, Maciel Salu, Renata Rosa e Mestre Luiz Paixão mostram a rabeca como protagonista de uma imersão sonora à cultura popular nordestina. O repertório, intercalado entre pontuações instrumentais e canções, traz um pouco das músicas dos quatro artistas e algumas surpresas conjuntas. No mês de maio, São Paulo, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Fortaleza, Natal, João Pessoa e Recife receberão o encontro.

Marcante entre diversas gerações, a rabeca se desvela no show do tradicional som de Mestre Luiz Paixão ao ouvido “forasteiro” de Renata Rosa, entre solos, duetos ou com os quatro em cena ao mesmo tempo. O repertório, intercalado entre pontuações instrumentais e canções, traz um pouco das músicas dos quatro artistas e algumas surpresas conjuntas. Na turnê, os rabequeiros são acompanhados na percussão por Gilú Amaral (Orquestra Contemporânea de Olinda) e Guga Amorim (Quarteto Olinda) e nas cordas por Rodrigo Samico (Saracotia) e Hugo Linns, que assina também a direção musical do espetáculo.

A ideia do projeto, patrocinado pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), do Governo de Pernambuco, através do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura), partiu de Cláudio Rabeca, realizador do disco Rabequeiros de Pernambuco, que compilou em 2011 o registro sonoro de 24 instrumentistas do Estado. A turnê Caravana Rabequeiros de Pernambuco, surge como continuidade para preservação e difusão da rabeca, neste contexto unida pelo talento dos quatro representantes de trabalhos consistentes, com discos gravados e ótima aceitação de crítica e público.

Release do projeto: http://www.youtube.com/watch?v=B_2-FNFJ0ZY

Serviço:

Show: Caravana Rabequeiros de Pernambuco 

Data: 04 de maio de 2013

Horário: 20h00

Local: Teatro Paiol (Praça Guido Viaro s/n), Curitiba

Mais informações: contato@fuaproducoes.com.br (41) 8806-4857

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Entrevista com Renata Rosa por Lucas Cabaña no Terreirão do Mundaréu

Foto Lucas Cabaña

Na quarta-feira dia 25/10, nosso amigo jornalista Lucas Cabaña  foi ao Terreirão do Mundaréu e um pouco antes de iniciarmos a oficina, sentou com Renata embaixo das árvores e, iluminados pela luz do entardecer, conversaram por um bom tempo.

Abaixo o texto integral postado por ele no sitio curitibacultura.com.br:

A música brasileira ultrapassa o raio da impossibilidade sonora. A cantora Renata Rosa, radicada na ensolarada Olinda-PE, é prova dessa sinuosa percepção das raízes musicais. Em um encontro no Espaço do Grupo Mundaréu, Renata chega com seu sorriso radiante, e já com o pedido de desculpas pelo atraso. Mas, detalhe esse que não interfere em nada, pelo contrário. Instiga a sede em saber e explorar o que essa rabequeira de mão cheia tem a revelar. Consagrada fora do Brasil, Renata dispensa formalidades.

Nesta entrevista exclusiva ao Curitiba Cultura, Renata (transposta em) Rosa, vai além de uma simples naturalidade despretensiosa em seu jeito sussurrar de falar, e conta devotamente como Seu Luís Paixão foi essencial em sua carreira. “Manto dos Sonhos” é o seu segundo trabalho. O lançamento em Curitiba será nesta noite, que além de se ter a sua bela voz ao ecoar pelas ruelas curitibanas, a Lua Cheia, será um detalhe a parte diante dessa harmoniosa coincidência.

Curitiba Cultura: Então, eu achei bem bacana esse trabalho do Cd. De quem é a concepção, pois achei muito linda a capa, até o próprio cartaz um trabalho tão…

Renata Rosa: Então, a arte é da Luciana Fachini. Ela é designer gráfica. Trabalhou oito anos na Cosac e já fez várias coisas. Ganhou o prêmio TIM pelo disco do Siba, o último dele. Bom, a gente é amiga da faculdade…

CC: Bons tempos?

RR: Bons tempos, uma das minhas melhores amigas, das poucas que eu tenho até hoje assim. Ela acompanha o meu processo dentro da música, dentro da música tradicional, dentro da relação com as artes plásticas. Então, a gente se entendeu muito bem. A ideia do nome do disco “Manto dos Sonhos”, né? Eu estava vindo de uma experiência do sertão. Eu moro em Olinda que é litoral, mas eu tinha passado quatro meses no sertão fazendo uma minissérie, a ´´Pedra do Reino“. E tinha ficado muito exposta àquela luz maravilhosa do sertão, aquela coisa agreste, alaranjado ouro. E uma vez pesquisando livros na livraria eu descobri o Turner, William Turner, aquele pintor inglês que trabalha muito com essas luzes e como a paisagem vai se esfumaçando. Esse é um caminho pro “Manto dos Sonhos”. Quando eu voltei de uma turnê, a gente se encontrou para falar do disco. Uma das pessoas que nos dará a mão será Willian Turner, vamos pegar na mão dele. Ela trabalhou muito com imagens dos lugares que eu frequento. Desde a Aldeia Pankararu Kayas, que são aquelas figuras de palha até o chão, as crianças na aldeia, que é um dos lugares que eu frequento muito. E também uma grande escola de canto. Tem um terreiro de Umabanda da Dona Mira, uma das primeiras imagens, a paisagem da Zona da Mata Norte, que também tem uma luz própria, que é onde eu brinco Maracatu, Cavalo Marinho. A gente foi pra lá pegar um daqueles pores-do-sol sensacionais ‘tem que ser aquela luz da Zona da Mata, então vamos’. Lá a gente fez uma boa parte das fotos e trabalhamos com esses elementos.

CC: Você falou da Umbanda. O teu trabalho é extremamente plural, uma coisa que eu acho bacana nessa tua pesquisa musical, você vai à fundo. Como você trabalha esse seu lado de pesquisa, você deixa fluir naturalmente, ou não. Pára e vai lá e estuda?

RR: Não, absolutamente não páro e vou lá e estudo. A pesquisa às vezes dá a impressão de ser uma coisa. O objeto de estudo e o objeto pesquisado. E na verdade não é muito isso que acontece. Existem alguns lugares que eu frequento há muito tempo, onde eu tenho uma relação muito forte com essas pessoas. E eu acabei entrando muito nessa vida, tomando parte dessa vida e sendo parte dela e ela de mim. Entre outras coisas que têm alí, existe a música que é um dado visível. Então tem a Aldeia kariri de Xocó, que tenho amigos que cantam comigo. Os coros são eles que fazem. Alguns cantos são a mais de uma voz quando a gente faz junto. São amigos meus índios da Aldeia kariri de Xocó, que é um outro lugar que eu vou muito e uma grande escola pra mim também. Fui pra lá, um dos pincipais lugares que eu aprendi a cantar e que me influenciou bastante a escolher a música como profissão. A Umbanda, eu gosto muito, frequento várias festas. Então eu acho que esses elementos, eles estão muito na vivência. Eu toco Cavalo Marinho, sou rabequeira, fui em parte criada pelo Bill, Seu Luis – que são Folgazões de Cavalo Marinho. Me levaram para o Cavalo Marinho. Sempre quis tocar rabeca. Comecei a aprender tocar a rabeca com o Seu Luis. Ele melevou pro Cavalo Marinho. Cheguei no Cavalo Marinho para tocar depois de já muito tempo na casa do Seu Luis tocando com ele. É uma relação de vida. Não é aquela coisa, ‘vou lá pesquisar o Cavalo Marinho’. Aí também a Ciranda, porque a gente brinca de Ciranda a noite, saí todo mundo pra brincar. E isso tem influência também, porque você esta acostumado com aquela forma musical. Vou fazer uma ciranda…

CC: Que é uma delícia!

RR: É. Então os elementos vão se mesclando dentro de você. Você vai criando um caldeirão. E também tudo que eu ouço, tudo que eu gosto, acaba me influenciando. Sempre escutei muita musica clássica, música do mundo, música do norte da África, música Árabe, música Cigana. São coisas que sempre ouvi muito. E se você for ver, elas usam… A gente tem muita música da Mata, melodia com escalas que são muito parecidas com a música do leste europeu. Existe uma relação sonora, da estética histórica, se você for pensar nessas migrações todas. Mas não que eu parta desse princípio pra fazer minhas músicas. Eu acho que é uma coisa muito mais intuitiva, aí você começa a procurar, a descobrir outras maneiras de explicar aquilo que você sente. E não o contrário, partir de uma ideia…

CC: Estabelecida?

RR: É! Eu acho que o trabalho tem muito essa dinâmica.

CC: Você falou da rabeca, como foi o seu primeiro contato?

RR: Olha, eu sempre adorei instrumento de arco, mas estudava piano. Um menino na época da faculdade, ele tinha feito um violoncelo de cabaça pra ele, e me agradava muito aquela soronidade mais áspera. E tinha pedido pra ele fazer um pra mim. A gente saiu, comprou as cabaças, aí ele me enrolou e nunca fez. E de qualquer maneira ia ser difícil cantar e tocar violoncelo. Aí eu conheci o Seu Luis, um rabequeiro incrível. Conheci ele em São Paulo. Na época ele tinha ido fazer um festival. Ele é um rabequeiro da Zona da Mata. E falei que queria aprender a rabeca e tal e ele falou ‘vá la na minha casa, passe lá no Engenho do Grijó’. E eu fui. Nesse tempo meu irmão tinha me pedido uma rabeca e eu fui comprar e tinha uma rabeca pronta e comprei pra mim. Foi assim, de maneira causal. Gostava muito da maneira como o Seu Luís tocava. Não existe uma escola de rabeca, existem muitas escolas de rabeca, mas rabeca ensinada em sala de aula. Tem rabeca em vários luagares. No Brasil, na Península Ibérica, na América Latina. Mas em cada lugar ela esta relacionada, desde a sua forma até à sua técnica de tocar, sua afinação, quantidade de cordas, à tradição local. Então cada rabequeiro é uma escola, cada família é uma escola. E eu fui atrás da Escola de Seu Luis. Durante muitos anos eu passei longos períodos com ele. E aí, a partir de um certo tempo, ele me chamou pra tocar com ele no Cavalo Marinho.

CC: E como foi o seu contato, como você e o Antonio Pinto se conheceram?

RR: A, o Antonio Pinto. Engraçado, porque quando a gente foi fazer o trabalho a gente depois lembrou que já se conhecia, porque tínhamos tido amigos em comum. E a gente já tinha se conhecido em festas, a gente era amigo do pessoal do Mestre Ambrósio, do Siba. Através do Siba que a gente havia se encontrado, em 99, 2000, 98, alguma coisa assim, dez anos depois. Eu já tinha feito as gravações. Inclusive o Siba tinha produzido as gravções comigo em Recife e eu procurava alguém que trouxesse para o “Manto dos Sonhos” outros elementos. Por exemplo, que trouxesse um outro olhar para o “Manto dos Sonhos”, da suavidade, das ações aciganadas, dos quartetos de corda, das fanfarras. Eu tinha ouvido as últimas coisas que o Antonio tinha feito, e eu tinha gostado. Ele tem o mesmo… A sim, foram vários caminhos que nos aproximaram (risadas). Sou muito amiga do Beto Villares A gente já fez algumas coisas juntos. Que é também o produtor musical que trabalha com o Antonio. Inclusive, o Beto ia inicialmente produzir meu disco, mas nossas agendas não bateram mais depois que eu adiei a produção do disco pra fazer ´´A Pedar do Reino“, do Luís Fernando Carvalho. E quando eu voltei, choque de agendas. Então, já tinha visto muita coisa do Antonio, e a gente foi reapresentado, pela terceira vez, por uma fada madrinha que nós temos em comum, a Dra. Dulce. Que é uma grande amiga da família dele, amiga dele, grande amiga da minha família, minha amiga, que conhece a gente desde de pequeno. E ela falou assim ‘tem esses dois artistas, eu preciso colocar eles em contato, né? Vi os dois crescerem’. E na época eu estava procurando um produtor para o “Manto dos Sonhos”, pra mixagem e para as gravações extras. Porque as primeiras gravações eu fiz coma minha banda, com os índios. Que são os dados conhecidos, é aquilo que eu faço sempre, é a minha banda, são os meus migos com quem eu canto há vinte anos, a gente se conhece bem. Aquilo eu podia digerir e dirigir bem. Mais alguns outros elementos, que eu queria trazer para o trabalho eu senti a necessidade de alguém que tivesse mais propriedade. Por exemplo, os arranjos para o quarteto de cordas, e também um outro ouvido que não tá tão dentro como o meu. Um ouvido de fora pra trazer novas luzes. Ai, ele adorou o material, a gente se encontrou informalmente. Na verdade era informalmente pra mim, mas eu sabia que eles estavam conversando sobre isso, ele e a Dra. Dulce… A Dulce. Dra. porque ela é advogada e a gente brinca com ela: Dra Dulce. Ele ouviu, adorou, falou assim ‘vamos fazer’ eu ‘nossa meu Deus, (risadas), que ótimo, vamos’. Aí eu precisei me adaptar ao cronograma dele, e aí a gente começou. Outa pessoa muito importante nesse processo foi o Gustavo Lenza que é engenheiro de som e que também foi fundamental nas mixagens e trouxe um conceito final da obra.

Por Lucas Cabaña (@LucasCabana)

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Renata Rosa se apresenta no teatro da Caixa em Curitiba

Gente acabaram as vagas para a oficina…

Mas não chorem, pois teremos a oportunidade de ver o seu show “Manto dos Sonhos”  no teatro da caixa;

E corram, por que o teatro é pequenininho e os ingressos acabam muito rápido;
Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro – Curitiba
Data: de 27 a 29 de agosto 
Ingressos: R$10 e R$5 (meia – conforme legislação e clientes CAIXA) e 20% de desconto para o Clube do Assinante Gazeta do Povo
Bilheteria: (41) 2118-5111

Logo postaremos fotos da oficina!

Até Logo

Isa

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Canto – O Impulso na Voz e no Corpo

Oficina ministrada por Renata Rosa

O objetivo deste trabalho é desenvolver a relação orgânica entre o movimento, a respiração e a produção de voz através de um conjunto de dinâmicas que envolvem rolamentos, o jogo lúdico-técnico do aquecimento vocal e da exploração de ressonâncias e cantos e danças tradicionais onde voz e movimento, canto e dança estão profundamente associados. O foco deste trabalho será a relação precisão/organicidade, o pulso no corpo e na voz, nuances e equilíbrios, a relação com o chão, a energia do canto, suas ressonâncias, a construção da presença e a busca de uma expressividade pessoal

Renata Rosa

Cantora, rabequeira, atriz e pesquisadora, há anos vive mergulhada no contexto poético-musical da Zona da Mata Pernambucana e do Baixo São Francisco Alagoano.

Estudou Letras e Fonoaudiologia na USP e Música com habilitação em Canto na Universidade Livre de Música Tom Jobim. Aprendeu a arte do canto sinuoso das cantadeiras no convívio com Cema e Noraia (Aldeia Kariri-Xocó).

Integrou o Núcleo de Estudos da Voz na PUC de São Paulo, e o Núcleo de Ação e Performance do Pólo Sul Americano do Ator Contemporâneo (RJ), dirigido pelo diretor iraniano e pesquisador das linguagens teatrais Massoud Saidpour.

Desenvolveu o trabalho de pesquisa sobre movimento e voz “ Canto e dança  – o impulso na voz e no corpo” a partir dos cantos caboclos do Baixo São Francisco e vem ministrando workshops a inúmeros  Centros de formação e Companhias de teatro, música e dança no Brasil e no exterior, com destaque para: VIVA! Performances (Cleveland Museum of Arts /Ohio), Centre Hippocampe e Theatre de la Ville  (Paris), Conservatórios de Amsterdam e de Roterdam , entre outros.

Foi a protagonista feminina Maria Safira da minissérie A Pedra do Reino, de Luis Fernando Carvalho, para a qual também musicou os poemas de Ariano Suassuna e dirigiu o Coro de Maria do Badalo.

Seus discos receberam os Prêmios CHOC DE L’ANNÉE 2004 (Zunido da Mata) e Prêmio da Musica Brasileira 2009 (Manto dos Sonhos).

Número de vagas: 20

Carga horária/nº de dias: 4 horas/ 3 dias  Total : 12 horas

Público alvo: músicos, atores, cantores, bailarinos e estudantes

Os alunos devem trazer uma roupa para o treino físico e outra para o canto (calça para os homens e saia rodada para as mulheres)

O piso deve ser extremamente limpo, pois a primeira dinâmica do trabalho inclui rolamentos.

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